Sabia de seu destino. Sempre soube. Infelizmente.
Nem as estações do ano, nem o seu evoluir eram capazes de enganá-lo. Por vezes, acreditava que, talvez, pudesse haver algo, ou alguém, apto a fazê-lo. Não havia. Não haveria.
Do conhecimento de tal proeza, não sabia, tampouco compreendia, a razão pela qual existia. De nada parecia agregar seus longos e arrastados momentos de vida. Cada segundo era capaz de ocultar horas, dias, meses... anos. Anos marcados por interfaces de passageiros flashes de felicidade e prosperidade e duradouras memórias de tristeza e solidão.
Estes eram [e são] seus companheiros fiéis. Por mais que parecessem ceder ao cansaço daquela longa e fatigante empreitada nos períodos de flashes, regressavam fortes. As consequências eram terríveis.
Já não havia quase mais esperanças. Logo, quais seriam suas outras fontes de motivação? Felizmente, ele ainda vive. Permanece vivendo e convivendo com a enorme dor de viver. Aquela dor, que apenas ele sabia sentir e mensurar, era amenizada pela pequena, porém intensa esperança que ainda o restava. Pequena, porém intensa.
ILuan dos SantosI
Nem as estações do ano, nem o seu evoluir eram capazes de enganá-lo. Por vezes, acreditava que, talvez, pudesse haver algo, ou alguém, apto a fazê-lo. Não havia. Não haveria.
Do conhecimento de tal proeza, não sabia, tampouco compreendia, a razão pela qual existia. De nada parecia agregar seus longos e arrastados momentos de vida. Cada segundo era capaz de ocultar horas, dias, meses... anos. Anos marcados por interfaces de passageiros flashes de felicidade e prosperidade e duradouras memórias de tristeza e solidão.
Estes eram [e são] seus companheiros fiéis. Por mais que parecessem ceder ao cansaço daquela longa e fatigante empreitada nos períodos de flashes, regressavam fortes. As consequências eram terríveis.
Já não havia quase mais esperanças. Logo, quais seriam suas outras fontes de motivação? Felizmente, ele ainda vive. Permanece vivendo e convivendo com a enorme dor de viver. Aquela dor, que apenas ele sabia sentir e mensurar, era amenizada pela pequena, porém intensa esperança que ainda o restava. Pequena, porém intensa.
ILuan dos SantosI
9 comentários:
Inicialmente o texto me remeteu à uma imagem meio que determinista. cheguei a enxergar um homem sertanejo e outro em um subúrbio. depois, as imagens desfizeram-se. talvez motivada pela pontinha de esperança. não sei. apesar de tudo contra, por inúmeras vezes, é a esperança, ainda que diminuta, é o que temos a nosso favor.
Hanna Regen
Espetáculo de texto!
interessante abordagem sobre a única coisa q realmente nos motiva a viver, a esperança!
bjks
Lila
É incrível a singularidade dos seus textos! É simplesmente inconfundível! Eles definem a sua personalidade e a sua identidade, como indivíduo. A-M-E-I o texto, fazia tempo que não lia um tão bom como este!
Saudadessssssssssssss!
bjaoo
Helena
Creio que vc fez um bom recorte daquela sensação que vem de qual o sentido desse circo todo... Um palhaço pode nos fazer sorrir, mas ainda assim não sabemos o porquê de estar no picadeiro.
Gostei do blog, da escrita.
Abraço,
Fabíola Xavier
Então!! Enfim estou aqui!
Luan, admiro quem sabe escrever como você...tem essa capacidade de expressar o que está lá dentro, no íntimo. Mas devo admitir que minha cabeça de engenheira às vezes não pesca tudo! ;)
Achei triste e feliz...pq a esperanças é uma das coisas mais importantes que temos!
Beijocas
Carlinha
Profundo... talvez profundo de mais para mim... mas enfim =P
mas bom anyway!!!
;)
Fernando, O anjo
Cohn Igguden
escritor da serie de Imperador, romance histórico diz em uma certa passagem do texto que: "A vida é um monte de dor coroada com pequenos momentos de felicidade e o que temos que fazer é nos agarrar a felicidade para tentar resistir a dor". Concordo com ele, concordo contigo.
Instigante.
Mas bem "hermético". Textos assim são como canções, que vc ouve e pode se colocar dentro delas - mas jamais vai saber com certeza qual foi a intenção do compositor.
Ah, por que parou ??? Queria continuar lendo ...
Espreme mais esta laranja que ainda tem caldo.
Mais uma vez lembrei de Fernando Pessoa : "o poeta é um fingidor, finge tão completamente que chega a sentir que é dor a dor que deveras sente".
Põe esta dor no papel. Isto também é processo de cura. Parabéns, vamos, ache o caminho, não pare.
Postar um comentário